Qualidade de Energia Industrial: Análise, Fator de Potência e Compensação Reativa
Qualidade de energia exige planejamento técnico, definição de escopo e execução compatível com as condições da instalação e da operação.
O que é qualidade de energia elétrica e por que ela importa na indústria?
Qualidade de energia é o conjunto de condições que define se a eletricidade fornecida permanece estável, contínua e compatível com o funcionamento seguro e eficiente das cargas de uma instalação.
Na indústria, isso envolve observar aspectos como tensão, corrente, frequência, continuidade do fornecimento, presença de distúrbios e relação entre a energia consumida e o desempenho dos equipamentos.
Em termos práticos, uma boa qualidade de energia ajuda a manter as instalações industriais operando dentro das condições previstas para motores, painéis elétricos, sistemas de automação industrial e demais cargas elétricas.
Quando há instabilidade ou incompatibilidade, podem surgir aquecimentos, desligamentos, falhas de comando, paradas inesperadas e redução da confiabilidade do processo produtivo.
Esses efeitos são exemplos gerais do setor e não permitem, por si só, identificar a causa de um problema específico.
A continuidade é importante porque interrupções e oscilações podem afetar a sequência operacional.
A estabilidade contribui para que tensão e corrente permaneçam em níveis adequados às cargas.
Já a compatibilidade significa que a instalação, seus equipamentos e o fornecimento elétrico funcionam de maneira coordenada, sem provocar interferências ou esforços indevidos nos componentes.
Por isso, avaliar a qualidade de energia não significa apenas verificar se há eletricidade disponível.
Também é necessário compreender como as cargas se comportam, como os equipamentos são alimentados e se existem condições que podem comprometer a segurança, a produtividade ou a vida útil dos componentes.
Medições e análise técnica são essenciais antes de concluir que determinado sintoma decorre de um distúrbio elétrico.
A SS Elétrica e Automação Industrial atua com soluções voltadas à elétrica industrial, automação e qualidade de energia, buscando contribuir para a segurança, a confiabilidade e a produtividade das operações.
A empresa informa que realiza uma avaliação técnica antes da intervenção, separando a compreensão da instalação da definição da solução mais adequada.
Assim, a orientação técnica pode considerar as características reais das cargas e a integração com os sistemas existentes, quando aplicável.
Principais distúrbios que afetam a qualidade da energia
A qualidade da energia pode ser afetada por alterações na tensão, na corrente e na frequência com impacto potencial sobre instalações industriais.
Entre os principais distúrbios estão variações de tensão, interrupções, afundamentos, elevações, harmônicas, desequilíbrio de tensão e corrente, transientes e baixo fator de potência.
A presença de um sintoma não confirma, por si só, a origem do problema: o diagnóstico depende de medição, análise técnica e correlação com o comportamento das cargas e do processo produtivo.
Quais são os principais problemas de qualidade de energia?
- Variações de tensão: alterações sustentadas ou recorrentes no nível de tensão podem prejudicar o desempenho de motores, painéis elétricos e equipamentos de automação industrial.
- Interrupções: perdas totais do fornecimento, ainda que breves, podem interromper processos, desligar sistemas de controle e exigir procedimentos de retomada.
- Afundamentos de tensão: reduções temporárias na tensão, frequentemente associadas a partidas de motores, faltas ou mudanças bruscas de carga, podem provocar desarmes e falhas em equipamentos sensíveis.
- Elevações de tensão: aumentos temporários ou prolongados podem elevar o esforço elétrico sobre fontes, comandos, acionamentos e demais componentes.
- Harmônicas: distorções produzidas principalmente por cargas não lineares, como determinados inversores, fontes chaveadas e equipamentos eletrônicos, podem aumentar aquecimento, interferências e correntes em determinados circuitos.
- Desequilíbrio de tensão e corrente: diferenças entre as fases podem afetar motores trifásicos, produzir aquecimento adicional e reduzir a regularidade do funcionamento.
- Transientes: eventos muito rápidos de elevação ou oscilação podem estar relacionados a manobras, descargas atmosféricas ou mudanças abruptas no sistema elétrico.
- Baixo fator de potência: indica maior demanda de corrente para determinado uso de energia ativa, especialmente em instalações com cargas indutivas, e pode estar associado a cobranças por excesso de energia reativa conforme as regras aplicáveis ao consumidor.
| Sintoma observado | Possível causa | Necessidade de investigação |
|---|---|---|
| Motores aquecendo ou apresentando desempenho irregular | Desequilíbrio, subtensão, sobrecarga ou harmônicas | Medir tensão, corrente, carregamento e temperatura conforme o escopo técnico |
| Desarmes frequentes de disjuntores ou acionamentos | Curtos eventos de tensão, sobrecorrente, transientes ou parametrização inadequada | Registrar os eventos e avaliar proteção, cargas e qualidade do fornecimento |
| Falhas ou reinicializações em sistemas de automação | Afundamentos, interrupções breves, transientes ou problemas de alimentação | Correlacionar os horários das falhas com registros elétricos |
| Aquecimento em cabos, conexões ou transformadores | Sobrecarga, harmônicas, conexões inadequadas ou desequilíbrio | Realizar inspeção e medições nos pontos relevantes da instalação |
| Oscilação no funcionamento de equipamentos | Variações de tensão, interferências ou alterações no regime de carga | Analisar o comportamento da tensão e da corrente durante a operação |
| Cobranças relacionadas à energia reativa | Fator de potência inadequado e perfil de carga indutiva | Avaliar demanda, energia ativa, energia reativa e histórico de consumo |
Esses sinais são referências para orientar a investigação, não conclusões definitivas.
Uma mesma manifestação pode ter causas diferentes, e um distúrbio pode ocorrer sem produzir um sintoma imediatamente perceptível.
Por isso, a análise deve considerar o diagrama elétrico, o regime de operação, as cargas conectadas e o histórico de ocorrências.
A investigação pode utilizar analisadores de qualidade de energia, registros de tensão e corrente, avaliação do fator de potência e acompanhamento dos horários em que os eventos acontecem.
Em instalações com motores, painéis, acionamentos e cargas não lineares, a interpretação conjunta dos dados ajuda a diferenciar uma falha localizada de uma condição mais ampla do sistema.
Quando houver necessidade de intervenção, recomenda-se que a avaliação e a execução sejam conduzidas com segurança e sob responsabilidade de profissional habilitado, conforme a natureza do serviço e as regulamentações técnicas aplicáveis.
Como é feita a análise da qualidade de energia?
A análise da qualidade de energia é uma investigação técnica que verifica se a tensão, a corrente, a demanda e o fator de potência estão compatíveis com as características da instalação e das cargas industriais.
Em vez de partir apenas de sintomas, como aquecimento, desligamentos ou falhas de automação, o processo busca relacionar medições elétricas ao comportamento real da operação.
Etapas da análise
-
Levantamento da instalação: são reunidas informações sobre a entrada de energia, painéis elétricos, circuitos, equipamentos, histórico de ocorrências e características do processo produtivo.
-
Identificação das cargas: motores, inversores de frequência, sistemas de automação, transformadores, máquinas de solda e outras cargas são avaliados conforme seu regime de funcionamento, potência e influência potencial sobre a rede.
-
Definição dos pontos de medição: os locais e períodos de medição são escolhidos de acordo com o objetivo da investigação.
Podem ser considerados o ponto de entrada, quadros de distribuição, alimentadores e circuitos associados a equipamentos específicos.
-
Coleta de dados: um analisador de qualidade de energia pode registrar tensão, corrente, demanda, fator de potência, desequilíbrios, variações e outros eventos elétricos durante um período representativo da operação.
Registros de paradas, alarmes e alterações no processo ajudam a comparar os eventos medidos com os horários de ocorrência.
-
Interpretação dos resultados: os dados são examinados considerando limites aplicáveis, características das cargas e condições de operação.
Um valor isolado ou um sintoma genérico não deve ser tratado como diagnóstico definitivo sem contexto e medição adequada.
-
Recomendação técnica: a conclusão pode indicar a necessidade de ajustes, manutenção, adequação de componentes, compensação reativa ou investigação complementar.
A solução deve considerar a instalação existente, o regime de carga e a integração com os sistemas elétricos e de automação.
A avaliação antes da intervenção reduz o risco de aplicar uma solução padronizada ou dimensionar incorretamente um sistema.
No serviço de Qualidade de Energia e Fator de Potência, a SS Elétrica e Automação Industrial informa que realiza essa avaliação prévia e dimensiona a solução conforme a necessidade da carga, incluindo a análise de sistemas existentes.
A execução deve observar as normas e regulamentações técnicas aplicáveis e, quando necessário, ficar sob responsabilidade de profissional habilitado.
Fator de potência e energia reativa: conceitos e impactos
O fator de potência indica quanto da energia elétrica fornecida está sendo efetivamente convertida em trabalho útil.
Em termos simplificados, ele relaciona a energia ativa, associada ao funcionamento de motores, aquecedores e demais equipamentos, à energia aparente exigida da rede.
Já a energia reativa é necessária para estabelecer campos magnéticos em cargas indutivas, como motores, transformadores e reatores, mas não produz trabalho útil diretamente.
Quando há excesso de energia reativa, a instalação pode exigir mais corrente elétrica para realizar a mesma atividade.
Esse aumento pode influenciar perdas nos condutores, carregamento de transformadores, capacidade disponível em painéis e comportamento da demanda elétrica.
Por isso, o fator de potência integra uma avaliação mais ampla de qualidade de energia, confiabilidade e eficiência das instalações industriais.
O que pode acontecer com um fator de potência baixo?
Um fator de potência reduzido pode estar relacionado a:
- maior circulação de corrente em cabos, transformadores e dispositivos de proteção;
- utilização menos eficiente da capacidade da infraestrutura elétrica;
- aumento de perdas elétricas em determinados trechos da instalação;
- necessidade de avaliar a demanda elétrica e o regime de funcionamento das cargas;
- possíveis cobranças relacionadas ao excesso de energia reativa, conforme o tipo de consumidor, o contrato e as regras aplicáveis.
A cobrança não deve ser presumida apenas pela observação de um equipamento ou pela existência de motores.
É necessário analisar medições, faturas, horários de operação, perfil das cargas e critérios regulatórios aplicáveis ao consumidor.
Por que corrigir o fator de potência?
A correção busca reduzir a circulação desnecessária de energia reativa e melhorar o aproveitamento da infraestrutura elétrica.
Em instalações industriais, essa medida pode contribuir para uma operação mais organizada e para a confiabilidade do sistema, especialmente quando há presença significativa de cargas indutivas.
Um exemplo conceitual é uma fábrica que opera diversos motores durante determinados períodos.
Se esses motores demandarem energia reativa acima do nível adequado, a corrente total da instalação poderá aumentar mesmo sem expansão da produção.
A compensação reativa, quando tecnicamente indicada, pode ajudar a adequar esse comportamento.
O efeito real, porém, depende das características da instalação e deve ser confirmado por análise e medição.
A correção do fator de potência não representa, por si só, uma redução assegurada de custos.
Ela pode contribuir para evitar cobranças relacionadas ao excesso de energia reativa e para melhorar a eficiência elétrica, mas os resultados dependem do perfil de consumo, das condições existentes e das regras aplicáveis.
Como a compensação reativa se relaciona à qualidade de energia?
A compensação reativa é uma das medidas que podem fazer parte de uma estratégia de qualidade de energia.
Ela não substitui a investigação de outros aspectos, como variações de tensão, harmônicas, desequilíbrios, transientes ou interrupções.
Antes de instalar um banco de capacitores, é importante avaliar o regime de carga, a presença de cargas não lineares, o comportamento das harmônicas e a compatibilidade com a instalação existente.
No serviço de Qualidade de Energia e Fator de Potência, a SS Elétrica e Automação Industrial informa atuar com análise, dimensionamento, instalação, adequação e manutenção de sistemas de compensação reativa.
A escolha da solução deve ser baseada em avaliação técnica, e não em uma aplicação padronizada para qualquer indústria.
Pergunta frequente
Por que corrigir o fator de potência?
Porque um fator de potência baixo pode aumentar a corrente exigida pela instalação, ocupar capacidade da infraestrutura elétrica e favorecer cobranças relacionadas ao excesso de energia reativa, conforme as regras aplicáveis.
A correção deve ser dimensionada a partir de medições e das características reais das cargas, sem confundir eficiência elétrica com economia assegurada.
Bancos de capacitores e compensação reativa
Um banco de capacitores é um conjunto de capacitores instalado para fornecer localmente parte da energia reativa demandada por cargas elétricas, especialmente motores, transformadores e outros equipamentos de característica indutiva.
Ao reduzir a necessidade de circulação dessa parcela de corrente pela instalação, a compensação reativa pode contribuir para um uso mais adequado da infraestrutura elétrica e integrar uma estratégia de qualidade de energia.
Como funciona um banco de capacitores?
Capacitores são acionados conforme a necessidade da carga, fornecendo energia reativa capacitiva para compensar parte da energia reativa indutiva.
O acionamento pode ocorrer por estágios, sob comando de um controlador, permitindo acompanhar variações do regime de operação.
A configuração correta depende das características elétricas e operacionais da instalação, e não deve ser definida apenas pela potência nominal de um equipamento isolado.
Etapas de uma solução de compensação reativa
Uma abordagem técnica normalmente considera:
- levantamento das cargas elétricas, horários de operação e variações de demanda;
- análise do fator de potência e da energia reativa observados na instalação;
- definição dos pontos de medição e avaliação das condições do sistema existente;
- verificação da presença de harmônicas, transientes e cargas não lineares;
- dimensionamento dos estágios de capacitores conforme o regime de carga;
- especificação de proteção elétrica, comandos, controladores e formas de acionamento;
- instalação, adequação e integração do banco de capacitores aos painéis e demais elementos compatíveis;
- testes e registros técnicos para verificar o comportamento do sistema após a intervenção.
A análise de harmônicas é especialmente importante porque capacitores podem interagir com indutâncias presentes na rede e alterar as condições elétricas do sistema.
Por isso, a instalação de um banco sem avaliar a distorção harmônica, o perfil de carga e as condições operacionais pode levar a uma solução inadequada ou exigir correções posteriores.
O dimensionamento deve ser específico para a carga e considerar a instalação como um conjunto.
Integração com a instalação existente
Além dos capacitores, a solução pode envolver controladores, contatores ou outros dispositivos de acionamento, fusíveis, disjuntores, cabos, barramentos, ventilação e elementos de proteção compatíveis com o projeto.
A seleção e a coordenação desses componentes precisam respeitar as características da instalação, o ambiente de operação e os requisitos de segurança aplicáveis.
A SS Elétrica e Automação Industrial informa que realiza instalação de bancos de capacitores e adequação de sistemas de compensação existentes.
O escopo deve ser definido após avaliação técnica, considerando as necessidades reais da carga e a integração com a infraestrutura elétrica disponível.
Essa etapa evita tratar a compensação reativa como uma solução padronizada e permite estabelecer uma intervenção coerente com o funcionamento da indústria.
A compensação reativa não é geração de energia e não corresponde a um sistema de energia solar.
Seu objetivo está relacionado ao gerenciamento da energia reativa e ao desempenho da instalação elétrica.
Como envolve medições, dimensionamento, proteção e trabalho em sistemas elétricos, a execução deve ser conduzida com procedimentos seguros e, quando necessário, sob responsabilidade de profissional habilitado.
Manutenção e prevenção em sistemas de compensação
A compensação reativa não deve ser tratada como uma instalação isolada.
Bancos de capacitores, conexões, comandos e proteções precisam ser acompanhados ao longo do tempo para verificar se continuam compatíveis com o comportamento das cargas e com as condições da instalação industrial.
A manutenção elétrica começa pela inspeção visual e funcional dos componentes, mas não se limita a ela.
Conforme o caso, a avaliação pode envolver registros de medição, análise do fator de potência, verificação de aquecimento anormal, estado das conexões, atuação dos dispositivos de proteção e resposta dos comandos.
Capacitores com sinais de desgaste ou componentes que não apresentem condições adequadas devem ser substituídos quando isso for tecnicamente indicado.
O que pode acontecer sem acompanhamento?
Deixar um sistema de compensação sem avaliação pode dificultar a identificação de falhas, reduzir a confiabilidade do conjunto e aumentar o risco de indisponibilidade ou de atuação inadequada das proteções.
Conexões frouxas, componentes deteriorados, comandos com falhas e capacitores fora das condições de operação podem comprometer a segurança operacional e a interação do sistema com outras cargas elétricas.
Além disso, a simples presença de um banco de capacitores não confirma que a compensação continua adequada.
Mudanças no processo produtivo, entrada ou retirada de motores, alteração do regime de carga e presença de cargas não lineares podem modificar as condições originalmente consideradas.
Por isso, decisões de manutenção ou expansão devem ser apoiadas por análise profissional, e não apenas por sintomas observados na operação.
Tipos de intervenção
- Manutenção preventiva: acompanhamento programado das condições dos capacitores, conexões, comandos e proteções, com registros que ajudem a identificar tendências de desgaste.
- Manutenção corretiva: intervenção após a identificação de falha, anomalia ou perda de desempenho, incluindo a substituição de capacitores e componentes quando tecnicamente necessária.
- Adequação: revisão do sistema existente para compatibilizá-lo com as cargas, o regime de operação e as condições atuais da instalação.
Uma avaliação técnica deve considerar a segurança da execução, a necessidade de desenergização, os procedimentos aplicáveis e a atuação de profissionais habilitados quando exigida.
A manutenção não deve ser feita por tentativa, principalmente em instalações industriais com alta demanda, painéis elétricos e processos que não podem sofrer interrupções não planejadas.
Checklist para preparar uma avaliação
- Reunir informações sobre alterações recentes nas cargas e no processo produtivo.
- Registrar ocorrências de aquecimento, ruídos, desligamentos ou alarmes no sistema.
- Verificar se existem relatórios ou medições anteriores do fator de potência e da energia reativa.
- Identificar o modelo e as condições aparentes dos capacitores e componentes instalados.
- Informar ao responsável técnico os períodos de maior e menor demanda da operação.
- Solicitar que a análise inclua comandos, conexões, proteções e integração com a instalação existente.
- Confirmar que a execução será planejada com foco na segurança operacional e na documentação dos achados.
No serviço de Qualidade de Energia e Fator de Potência, a SS Elétrica e Automação Industrial informa que realiza manutenção e substituição de capacitores e componentes, conforme a necessidade identificada.
A abordagem deve partir da avaliação da instalação e dos registros disponíveis, evitando a aplicação de uma solução padronizada onde as condições reais da carga ainda não foram analisadas.
Assim, a compensação reativa passa a ser acompanhada como parte da confiabilidade e da continuidade operacional da instalação.
Como escolher uma solução técnica para a instalação industrial?
A contratação de uma solução para instalações industriais deve começar pelo diagnóstico da necessidade, e não pela escolha de um equipamento ou serviço padronizado.
Em projetos relacionados à qualidade de energia, fator de potência, elétrica industrial ou automação industrial, a alternativa adequada depende das cargas, do regime de operação, da infraestrutura existente e dos riscos envolvidos.
Critérios para avaliar um fornecedor
Considere os seguintes pontos antes de aprovar o escopo:
- Experiência em ambiente industrial: o fornecedor deve compreender as exigências de continuidade operacional, segurança, acesso a áreas técnicas e interação entre máquinas, painéis elétricos, sistemas de comando e processos produtivos.
- Capacidade de analisar cargas: a avaliação deve considerar tensão, corrente, demanda, fator de potência, cargas indutivas, possíveis harmônicas e comportamento da instalação ao longo da operação. Sintomas isolados não substituem medição e análise técnica.
- Integração com a instalação existente: bancos de capacitores, sistemas de compensação, painéis e comandos precisam ser compatíveis com a infraestrutura instalada e com as condições reais de funcionamento.
- Escopo de execução e manutenção: verifique se a proposta contempla apenas a instalação ou também inspeção, adequação, substituição de componentes, testes e manutenção quando tecnicamente indicada.
- Segurança e responsabilidade técnica: confirme como serão conduzidos o planejamento, o bloqueio e a liberação dos equipamentos, a proteção dos profissionais e a documentação aplicável. Os serviços devem observar as normas e regulamentações técnicas pertinentes, com responsabilidade de profissional habilitado quando necessária.
Também é relevante verificar se o fornecedor consegue dialogar com áreas complementares, como automação industrial, manutenção industrial, painéis elétricos e comandos, SEP e subestações, além de requisitos relacionados à NR-10 e à NR-12, conforme o escopo da instalação.
Perguntas úteis ao solicitar uma proposta
Antes da contratação, o gestor pode perguntar:
- Quais informações e medições serão necessárias para elaborar o diagnóstico?
- Quais pontos da instalação serão avaliados e por qual motivo?
- Como cargas variáveis, motores e equipamentos não lineares serão considerados?
- A solução prevê integração com painéis, comandos e sistemas existentes?
- O escopo inclui instalação, adequação, manutenção ou substituição de componentes?
- Quais documentos técnicos e registros serão entregues ao final?
- Como serão tratados os requisitos de segurança e a responsabilidade técnica aplicável?
- Quais condições da instalação podem exigir uma nova avaliação antes da execução?
Essas perguntas ajudam a diferenciar uma análise fundamentada de uma recomendação genérica.
Uma solução de qualidade de energia, por exemplo, não deve ser definida apenas pelo porte aparente da instalação ou por uma estimativa baseada em outra operação.
O dimensionamento precisa considerar os dados medidos e as características específicas das cargas.
O que solicitar no diagnóstico?
Sempre que possível, solicite um levantamento que descreva o problema observado, os pontos de medição, o período de coleta, os parâmetros analisados e a relação entre eventos elétricos e comportamento do processo.
A recomendação deve indicar quais achados sustentam a intervenção e quais limitações ainda precisam ser investigadas.
A SS Elétrica e Automação Industrial informa atuação em soluções de elétrica industrial, automação, qualidade de energia e adequações de segurança.
Fundada em 2026 por Ronald Diogo e Jeferson Silva, reúne mais de 12 anos de experiência acumulada entre os sócios.
A empresa está localizada em Goiânia-GO e declara capacidade de atender diversas regiões do Brasil.
Para avaliar a aplicabilidade do serviço à sua instalação, o caminho adequado é solicitar uma análise técnica personalizada, sem presumir preços, prazos, resultados ou escopos antes do levantamento das condições reais.
Perguntas frequentes sobre qualidade de energia e fator de potência
O que é qualidade de energia?
Qualidade de energia é o conjunto de características que determina se a energia elétrica está sendo fornecida com continuidade, estabilidade e compatibilidade com as cargas da instalação.
Em ambientes industriais, sua avaliação pode envolver tensão, corrente, frequência, harmônicas, desequilíbrios, interrupções, transientes e fator de potência.
Como sintomas semelhantes podem ter causas diferentes, a confirmação depende de medição e análise técnica.
Qual é a diferença entre qualidade de energia e energia solar?
Qualidade de energia está relacionada ao desempenho, à estabilidade e à compatibilidade da energia elétrica com a instalação e seus equipamentos.
Energia solar, por outro lado, refere-se à geração de eletricidade a partir da radiação solar.
A solução de Qualidade de Energia e Fator de Potência da SS concentra-se na análise da instalação, na compensação de energia reativa e na adequação de sistemas existentes, não na geração fotovoltaica.
O que causa baixo fator de potência?
O baixo fator de potência costuma estar associado à presença de cargas indutivas, como motores, transformadores e determinados equipamentos industriais.
Essas cargas podem demandar energia reativa, aumentando a corrente necessária para uma mesma quantidade de energia ativa utilizada pelo processo.
A causa e a intensidade do problema devem ser verificadas por meio de medições, considerando o regime de operação e o conjunto de cargas da instalação.
Quando é indicado avaliar um banco de capacitores?
A avaliação é pertinente quando há suspeita de baixo fator de potência, cobrança relacionada ao excesso de energia reativa, alterações relevantes no perfil de carga, aquecimento anormal de componentes ou necessidade de adequar um sistema de compensação existente.
A indicação de um banco de capacitores não deve ser baseada apenas em sintomas ou em uma solução padronizada.
É necessário analisar a carga, o regime de operação, as proteções e a eventual presença de harmônicas.
Por que medir antes de instalar um banco de capacitores?
A medição permite conhecer o comportamento real da instalação e orientar o dimensionamento da compensação reativa.
A análise pode considerar tensão, corrente, demanda, fator de potência, variações de carga e eventos registrados ao longo da operação.
Sem essa etapa, existe o risco de selecionar uma solução incompatível com a instalação, com o perfil de consumo ou com as condições elétricas existentes.
A manutenção de capacitores é necessária?
Sim.
Capacitores, conexões, comandos, controladores e proteções precisam ser avaliados conforme as condições de operação e o estado do sistema.
A manutenção pode incluir inspeção, acompanhamento de desempenho, identificação de desgaste e substituição de componentes quando houver indicação técnica.
A manutenção preventiva, corretiva ou de adequação deve ser executada com segurança e, quando necessário, sob a responsabilidade de profissional habilitado.
Que tipos de clientes a SS Elétrica e Automação Industrial atende?
A SS informa atuação voltada a indústrias de diferentes portes, empresas de engenharia, construtoras e integradores.
O serviço de Qualidade de Energia e Fator de Potência pode ser aplicável a instalações industriais, fábricas, centros logísticos e outros grandes consumidores que operem com cargas indutivas, sempre mediante avaliação das necessidades específicas da instalação.
A empresa atua a partir de Goiânia-GO e declara capacidade de atender diversas regiões do Brasil.
Como solicitar uma avaliação técnica de qualidade de energia?
O primeiro passo é apresentar informações sobre a instalação, as cargas, o histórico de ocorrências, o perfil de operação e eventuais cobranças relacionadas à energia reativa.
A partir desses dados, deve-se definir o escopo de levantamento, os pontos de medição e a análise necessária.
A SS informa que realiza avaliação prévia, dimensionamento conforme a necessidade da carga e serviços de instalação, adequação e manutenção.
Para uma orientação personalizada, o interessado deve consultar diretamente a empresa e confirmar o escopo adequado.
A aplicação das normas e regulamentações técnicas deve ser verificada conforme as características da instalação, com participação de profissionais habilitados quando necessário.